As obras obrigaram ao corte da passagem entre a Rua de Coimbra e a Rua Pires de Carvalho, obrigando os automobilistas e peões a circular pelas vias adjacentes, em direção à estação de caminho-de-ferro da Lousã, ou pela Fonte dos Mouros. Devido ao facto da via ter significativa atividade comercial, a maior parte ligada ao setor automóvel, os negócios ressentiram-se pela falta de movimento e as preocupações reacenderam-se como aconteceu em 2012, em que circulou um abaixo-assinado pelo não encerramento da PN.
Luís Martins, gerente da empresa Sobreira-Lar, com escritório instalado na Rua de Coimbra, refere, em carta dirigida ao Trevim (e a outras entidades, nomeadamente a Câmara Municipal da Lousã), que, mais “uma vez se verifica, com esta passagem de nível da Rua de Coimbra fechada neste período de cerca de um mês, a fatalidade económica e urbana que seria se no futuro isto acontecesse
definitivamente, conforme está nas intenções do moribundo projeto Metro Mondego”. Tendo em 2t011 solicitado informações à empresa Metro Mondego sobre a situação da PN, recebeu resposta do departamento técnico da Metro Mondego, assinada por Rui Querido, em agosto de 2011, dando como certa a eliminação de duas PN. “No âmbito do Projeto do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), está previsto o encerramento das passagens de nível da Rua de Coimbra e da Rua Eng. Duarte Pacheco e a abertura de dois novos atravessamentos na envolvente da estação da Lousã, de acordo com projeto aprovado”.
“Se esta situação for avante conforme está no projeto, a Lousã será literalmente dividida sem passagem para ninguém nascente-poente, entre a estação e o apeadeiro. Talvez os Lousanenses não se tenham apercebido disto! Imaginem o metro do Porto ou mesmo este metro dentro da Cidade de Coimbra causar estas barreiras intransponíveis, seria impensável um facilitador de deslocação ser ao mesmo tempo um complicador de mobilidade. Toda a gente verifica que este tipo de veículos de transporte convive no trânsito urbano sem problemas. Porque teria que ser diferente na Lousã?”, questiona Luis Martins, na mesma mensagem eletrónica.

Continua na edição impressa do Trevim nº 1362