O Movimento de Defesa do Ramal da Lousã (MDRL) promoveu uma tribuna pública em frente aos paços do concelho de Miranda do Corvo. Tendo por objetivo debater a necessidade de repor o transporte ferroviário, interrompido há mais de sete anos, a iniciativa contou com a adesão de mais de uma centena de pessoas, incluindo vários autarcas e candidatos às eleições de 1 de outubro. Foram muitos os presentes , no passado dia 17, que intervieram para reclamar uma reposição do comboio no Ramal. “Basta, vergonha, unidade, motivação, luta; a política tem que ser exercida com seriedade e responsabilidade”, foram algumas das frases ouvidas.
E não foi esquecido o dia 16 de dezembro, de 1906, “também domingo, data em que o comboio chegou a Miranda e à Lousã, com muita alegria e grande festa, como bem relatam os jornais
da época. Foi o início de grande desenvolvimento e de melhores condições de vida para a população destes concelhos e região envolvente”, adianta o comunicado do MDRL enviado às redações. No local da tribuna, em fundo, uma faixa lembrava os 110 anos do Ramal da Lousa, com o apelo “Devolvam o que nos roubaram!”.
Também foi lembrado que os utentes e residentes na região do Ramal da Lousã nunca pediram qualquer Metro, mas sim a beneficiação do transporte ferroviário existente. “Uns iluminados, interessados em criar grandes tachos, é que avançaram com tal ideia. Conforme tem insistido o MDRL e estava afixado na tribuna: ‘acabem com a treta (e mama) do Metro, devolvam o que nos roubaram’”, acrescenta o mesmo documento.

Continua na edição impressa do Trevim nº 1362