António Marçal, presidente da Junta de Freguesia de Lousã e Vilarinho, contactado pelo Trevim, explicou que o levantamento dos prejuízos na área geográfica da união de freguesias ainda está a ser realizado. “É uma área muito extensa. Atingiu desde a localidade de Cabanões até ao Prilhão, Casais e Boque. A indicação que tenho é que não há casas de habitação própria ardidas na área da freguesia. O fogo também atingiu a freguesia da Lousã, na Boiça e em Ceira dos Vales. Na Boiça, foi a ação combinada da equipa de sapadores da Junta e dos Bombeiros Municipais que impediu que habitações ardessem. Além da nossa equipa de sapadores, fizemos o acompanhamento, distribuição de água e alimentos para os bombeiros e o acompanhamento às populações”.

O autarca esteve na terça-feira à noite com os moradores de Cabanões e reconhece que “houve um papel muito importante dos Bombeiros Municipais da Lousã quando outras equipas de bombeiros saíram do local”. Quanto ao balanço possível no momento, diz que “há muitos arrumos, estruturas para animais, culturas e plantações que foram destruídas”, assim como “algumas casas devolutas que foram atingidas”, sem precisar.

O responsável da Junta de Freguesia de Lousã e Vilarinho apela às pessoas que se dirijam à autarquia a que preside ou à Câmara Municipal para se realizar o levantamento o mais rápido possível. “Estamos com algumas equipas no terreno a tentar fazer esse levantamento mas as pessoas podem-se dirigir à Junta de Freguesia”.

Possível programa de apoio

O autarca adiantou, ainda, que, em princípio, será elaborado um programa de apoio específico, que depois de validado pelas autoridades competentes, permitirá a ajuda. “Numa primeira linha de apoio estarão as casas de habitação própria, para recuperação das habitações e das estruturas empresariais que foram afetadas. Num segundo momento, as plantações, e as explorações de animais que tenham sido perdidas. Esses apoios serão a nível nacional, sem prejuízo de, depois de ser feito o levantamento, quer a Junta quer a própria Câmara virem a ter uma linha de apoio”. No entanto, nesta altura, em transição de mandatos, “os executivos vão esperar que o levantamento seja feito e, já com os órgãos instalados e empossados, na próxima semana, haja forma de definir melhor”. As ações das autarquias serão feitas em complementaridade com as ações da administração central, acrescentou.

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