Cerca de 50 pessoas, entre convidados, dirigentes, músicos da banda, sócios e amigos, estiveram presentes nas comemorações do 120º aniversário da Sociedade Filarmónica Lousanense, no último dia 14 de outubro. A coletividade recebeu das mãos do vice-presidente do município, Rui Lopes, e do vereador Carlos Seco, uma placa comemorativa relativa à efeméride. Maria Helena Correia esteve em representação da Junta de Freguesia de Lousã e Vilarinho. “Apesar de não ter tido a adesão esperada, a Direção congratula-se por ter tido nesta comemoração sócios e amigos que já não frequentavam a Sociedade Filarmónica Lousanense há largos anos e agradece a todos os que se juntaram a nós na festa. Um dos principais objetivos, o de chamar sócios e lousanenses à sede, foi cumprido”, explica Susana Correia, presidente da Filarmónica, ao Trevim.
Numa altura em que comemora 120 anos, a Filarmónica Lousanense conta com 45 elementos no coro, 46 elementos na banda, sendo que “quatro deles foram trabalhar para fora, mas quando regressam” marcam presença. “Efetivos temos 42 elementos mas nunca temos todos porque as pessoas trabalham”, adianta. Para Susana Correia, o maior problema está na escola da coletividade já que as crianças “vão aprender, mostram-se entusiasmadas mas depois não continuam”. “A escola é o que vai dar continuidade à banda quando há elementos que saem. Há muita oferta na Lousã, o que é bom, mas que acaba por dispersar”, conta, ainda, acrescentando que, a praticar instrumentos, a academia conta com seis crianças mais quatro ou cinco meninos a aprender solfejo. Números que sabem a pouco à dirigente para os 40 elementos que pretendem ter na banda. “Mais tarde ou mais cedo as pessoas saem e precisamos de pessoas para colocar no lugar delas”.

Continua na edição impressa do Trevim nº 1364