“Estamos a fazer um festival para toda a comunidade e, se a comunidade tem um problema, e se está a contribuir para este evento, consideramos que esse dinheiro deve ser distribuído”, explicou Eva Shaft, da Companhia Marimbondo, entidade organizadora deste festival, em conjunto com a Câmara Municipal da Lousã. “Assim que o festival acabar, vamos tentar perceber se já há alguma conta bancária aberta ou uma associação a que possamos entregar as receitas”, acrescentou.
O primeiro espetáculo aberto ao público, teve lugar dia 21 no Cineteatro da Lousã e contou a história de como tudo começa. “Beginnings’ é inspirado em várias histórias sobre a criação e representa o começo de cada trabalho criativo”, referiu ao Trevim Helen Ainsworth, a artista que foi responsável pelo manuseamento de uma marioneta e pela sua interação com os restantes elementos vivos, que foram surgindo em cena, enquanto Kevin Plumb se encarregou da sonoplastia, numa apresentação encenada por John Murat.
Mais de 250 pessoas assistiram a este espetáculo no Cineteatro da Lousã, e a adesão satisfez Detlef Shaft, diretor dos Marimbondo. “Fiquei surpreendido, porque é um espetáculo muito diferente do que temos apresentado nas nossas primeiras edições”.
Durante esta semana estão a decorrer ações nas escolas. Hoje, dia 23, vai ser apresentada aos jardins-de-infância, a peça “Objectosfera”, pelo grupo “Marionetas da Feira”. Sábado, pelas 21:30, no Cineteatro, Thorsten Grutjen apresenta a peça “O Grande Embrulho” que, segundo Eva Shaft, “vai ser muito divertido”. “O espetáculo tem preocupações ambientalistas, é feito à volta de sacos de papel, com uma forte vertente de novo circo”, adianta. Os bilhetes podem ser adquiridos no local do espetáculo ou na Biblioteca Municipal, nos dias anteriores.