Por falta da devida articulação com os CTT, Câmara Municipal da Lousã retirou as caixas de correio da entrada do caminho para Cabanões e voltou a recolocá-las no sítio original, passado cerca de uma semana. Isto porque os correios não se deslocam ao interior do lugar

Maria de Lurdes Carvalho tem 68 anos e é uma das habitantes da aldeia de Cabanões, localizada na antiga freguesia de Vilarinho. Desde que vive no lugar que ela e o marido se deslocam quase dois quilómetros (ida e volta) para ir buscar a correspondência- percorrendo um caminho bastante desnivelado -, às Caixas do Correio Individual (CCI), que se encontram junto à estrada de alcatrão, a N342.

Mais recentemente, a rotina de ir buscar as cartas tornou-se uma tarefa ainda mais demorada e penosa. Segundo a própria referiu ao Trevim, o marco foi arrombado duas vezes, e os carteiros não deixavam lá a correspondência, sob pena de ser extraviada. Como o seu complemento solidário para idosos é entregue em vale postal, viu-se na obrigação de ir para a estrada à espera do carteiro. A partir do dia 10 de cada mês, Maria de Lurdes gastava boa parte do seu tempo a aguardar pelo carteiro, sem ter a certeza que era naquele dia que o seu vale chegava. “Tinha dias de estar lá duas a três horas”, confessou-nos.

Cansados desta situação, familiares de Maria de Lurdes Carvalho resolveram ir falar com os CTT para ver a possibilidade de mudar as caixas, para mais perto dos habitantes. De acordo com a informação que foi entregue ao nosso jornal por um elemento da família, ter-lhes-á sido dito que “se a Câmara autorizasse, os marcos poderiam ser mudados para a entrada do lugar”. “Após muitos emails trocados, conseguimos que a Câmara tirasse os marcos cá de baixo e os levasse para cima”, descreve a informação. Os marcos chegaram a estar cerca de uma semana no largo da capela de Santa Eufémia, um local muito mais próximo dos moradores, mas não resistiram ali muito tempo.

 

Continua na edição impressa do Trevim n.º 1373