Quando o corpo de Maria das Dores descia à terra, em 2010, Clementina Matos prometia para si mesma contar a história da mulher que era das “Dores”, mas que ela transformou em “Piedade”, nas páginas do seu livro. Conforme a obra documenta, ela carregava dores e tinha muita piedade de todos, inclusive dos animais, especialmente do cão Martinho, que ela salvou à custa de castanhas que mastigava para depois lhas dar a comer.

A ação do livro passa-se entre as pedras e as árvores da aldeia do Gondramaz, que viu nascer, crescer e morrer uma rapariguinha franzina cheia de sonhos, que teve o azar de se enamorar cegamente e casar com um homem que a manteve semi-encarcerada. A fazer fé nas palavras da autora, o marido não deixou que ela fosse operada a um cancro de mama, do qual veio a falecer.

A obra, já lançada na aldeia serrana do Gondramaz e na sede de concelho de Miranda do Corvo, foi apresentada na Biblioteca Municipal Comendador Montenegro, na Lousã, no dia 26. Foram lidas várias passagens, através das quais se percebeu por que motivo este livro “Piedade – Paixão em Gondramaz” está a ser bem comercializado pelo país e até no Brasil.

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