Aos 82 anos, António Mendes já viu um pouco de tudo. Comboios a partirem e a chegarem, muitos obedecendo às suas ordens, quando era factor e desenvolvia a sua atividade profissional à volta de linhas ferroviárias. Também já assistiu a acontecimentos que gostaria de nunca ter presenciado. Testemunhou o arranque dos carris, em 2009, na estação de Serpins, em que foram protagonistas os três presidentes das câmaras municipais servidas pela ferrovia, Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra.

A sua memória prodigiosa não o deixa votar ao esquecimento esses momentos, bem como os avanços e recuos que se seguiram na implantação de um transporte que sirva as populações e que ainda marcam a atualidade. Desde que os carris foram levantados na linha que ligava Coimbra a Serpins, não mais esse corredor centenário – que faria 112 anos no próximo dia 16 de dezembro – voltou a sentir ferros nas suas entranhas.

Fundador do Movimento de Defesa do Ramal da Lousã (MDRL), António Mendes considera que a solução passa por um entendimento entre os três autarcas das Câmaras envolvidas, e que ainda detêm uma participação na sociedade Metro Mondego.

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