Mais de meia centena de familiares de combatentes na primeira guerra mundial presenciaram o lançamento do segundo livro da obra “Os Lousanenses e a Primeira Grande Guerra”, alusivo à campanha de África, na tarde de sábado, 1.º de dezembro. Numa sessão no átrio da Biblioteca Municipal da Lousã, em que se assinalou o centenário do Armistício que pôs fim ao conflito, alguns familiares usaram da palavra para contar histórias ou episódios do tempo duro da guerra, que tinham ouvido dos seus antepassados, (em que ficou bem patente que os soldados viviam à míngua de comida, bebida e roupa).

Apesar desse avivar da memória, para a maior parte deles, o mais importante que tinham a dizer era mesmo “palavras de agradecimento” à Câmara Municipal da Lousã, em especial ao autor da obra, José Manuel Almeida (mais conhecido por Zé Gato).

“Para mim é uma honra o meu avô ter feito parte desta investigação”, referiu Ana Maria, da Tipografia Lousanense, neta do Tenente Francisco Maria dos Santos Galhardo, sublinhando que esta pesquisa lhe permitiu conhecer muito melhor a coragem deste seu familiar. Também o Coronel Alfredo da Piedade Sério Lopes Rego dirigiu um voto de louvor à autarquia lousanense pelo trabalho realizado contando que o seu pai, o capitão Alfredo Lopes Rego, havia sido condecorado pelo Rei Jorge V, de Inglaterra, pai da atual Rainha D. Maria.

Como pode ler-se no segundo livro lançado, o capitão Alfredo Lopes Rego foi agraciado com diversas condecorações, tendo uma delas sido motivada pelo seu interesse e preocupação em instruir as tropas, constituídas na sua maioria por soldados analfabetos

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