Há 25 anos, envolvendo a comunidade na campanha de angariação de donativos “Ser Solidário”, o Trevim, enfrentou com sucesso duas ações judiciais de que era alvo, movidas por Horácio Antunes, então presidente da Câmara Municipal da Lousã. A efeméride foi assinalada com um almoço convívio que reuniu cerca de 40 pessoas no restaurante Portas Largas, antiga taberna na zona da Estação, no dia 24 de novembro.

“Evocamos hoje este importante momento da história do Trevim e da sua afirmação no concelho e junto dos lousanenses da diáspora”, afirmou Casimiro Simões, diretor do jornal à época, durante o encontro promovido pelo quinzenário e pela Cooperativa Trevim.

Em 1993, os sete fundadores da “voz nova para uma Lousã renovada” – Pedro Malta, António Neves Ribeiro, José Redondo, João Silva, Fortunato Guilherme, José Luís Duarte e Rui Fernandes – vieram a terreiro em defesa do diretor, acusado de abuso de liberdade de imprensa, encetando a campanha “Ser Solidário”.

Coincidência ou não, “Ser Solidário” é o título de um álbum duplo que o músico José Mário Branco lançou em 1982. Este, por sua vez, antes do 25 de Abril de 1974, foi companheiro de prisão de dois antifascistas amigos do Trevim: o psiquiatra Louzã Henriques e o arquiteto Carlos Almeida, já falecido e que durante longos anos assinou nestas páginas a série de crónicas “Postais do Zé Serrano”, entre diversas colaborações.

Em defesa da Cooperativa Trevim

Em 1993, Horácio Antunes avançou com uma queixa-crime devido a uma investigação jornalística que evidenciava a intervenção daquela figura pública no processo que resultou na atribuição do alvará da rádio local à Fábrica de Igreja de Serpins.

Nesta decisão do Estado, pesou uma certidão assinada pelo autarca a atestar que a entidade religiosa detinha, além do jornal “A Voz de Serpins”, uma estação de rádio local em atividade.

Recorde-se que esta era uma dupla condição de preferência para a legalização das antigas “rádios pirata”. Mas a verdade é que a Fábrica da Igreja nunca teve qualquer emissora em funcionamento.

No início de 1993, o jornalista Casimiro Simões, autor da investigação, foi absolvido pelo Tribunal da Lousã do primeiro processo, defendido pelo advogado Licínio Coelho.

Leia a notícia completa na edição impressa do Trevim n.º 1393