No Dia do Município, este domingo, dia 13, o presidente da autarquia poiarense identificou o retrocesso das acessibilidades como uma das maiores fragilidades do concelho. “A rede viária está altamente degradada, e as entidades responsáveis pela sua manutenção não têm dinheiro para as obras que se exigem”, referiu João Miguel Henriques, referindo-se à EN 17 que “transforma os míseros 20 Km de viagem num autêntico teste à paciência” e à atual ligação ao IP3 através da “histórica N2” que é “uma vergonha para o concelho”, “para a região” e “para o país”. “Como é possível que um concelho com um polo industrial como tem Vila Nova de Poiares (…) que emprega diretamente cerca de 1,5 milhares de pessoas, que vai ser alvo de um investimento de 2 milhões de euros em obras de ampliação financiados a 85% pelos Fundos Estruturais Europeus, depender diretamente daquele troço de estrada como a sua principal via de acesso?”, declarou, pedindo ao Secretário de Estado da Valorização do Interior, João Paulo Catarino, que incluísse as acessibilidades a Poiares na lista das suas prioridades.

Na sua intervenção, o governante não respondeu diretamente a essa questão, optando por explicar as opções estratégicas do Governo para o desenvolvimento do interior. Neste sentido, realçou a importância da “atração do investimento que crie emprego e permita fixar populações”, a irrelevância do “capital local que permita o aproveitamento dos recursos em particular os endógenos” e a necessidade de “promover a equidade de acesso aos serviços públicos pela população dos territórios de baixa densidade”. “Acreditamos que o desenvolvimento do interior é alcançável com o aumento da atividade económica, com investimento, impulsionando o tecido empresarial nestes territórios, gerando riqueza e criando emprego, que permita por sua vez a fixação das pessoas. Neste cenário é indispensável a intervenção do Estado na redução dos custos de contexto e na criação de incentivos às empresas para que invistam no interior. É isso que temos vindo a fazer”, disse o governante, salientando o reforço de benefícios fiscais ao investimento no interior previstos no Orçamento de Estado de 2019.

Leia mais na edição Impressa do Trevim n.º 1396