Após os 18 meses em que esteve acolhida pela Fundação ADFP, de Miranda do Corvo, no âmbito de um programa nacional de apoio a refugiados, uma família síria mudou-se, desde o início de abril, para o concelho da Lousã. Fugida da guerra, e não tendo condições para adquirir mobiliário para a nova habitação, trouxe os móveis da casa antiga, supondo integrarem o apoio que lhes foi disponibilizado. Segundo confirmou o menor de oito anos – que frequenta a escola e já fala português -, a ADFP está a exigir o mobiliário de volta, sob pena de apresentar queixa na GNR.

O caso foi reportado ao Trevim por Elisa Miguez, da Associação Vida Abundante, que está a prestar auxílio alimentar ao agregado. “Dezoito meses não chegam para pôr uma vida de pé. Eles fugiram da guerra, estão traumatizados, não podem agora dormir no chão”, referiu, com indignação, ao nosso jornal.

 

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