O médico antifascista Manuel Louzã Henriques, de 85 anos, fundador do Museu Etnográfico municipal com o seu nome, na Lousã, morreu no dia 29 de julho, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, onde estava internado por doença.

Na juventude, quando frequentava a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, viveu na Real República Palácio da Loucura, tendo sido preso várias vezes pela PIDE, antes do 25 de Abril de 1974.

Militante do PCP e membro do Movimento de Unidade Democrática (MUD), participou na candidatura à Presidência da República de Arlindo Vicente e depois, com a desistência deste a favor de Humberto Delgado, apoiou a campanha do “General Sem Medo”.

Nasceu no Coentral, na Serra da Lousã, no concelho de Castanheira de Pera, mas tem fortes laços com a Lousã, de onde era natural seu pai, Diamantino Henriques, emigrante nos Estados Unidos da América, em cuja casa e quintal a Câmara Municipal instalou o Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques, que reúne coleções únicas em Portugal, de arados, cangas e carros de bois, entre outros espólios cedidos à autarquia para fruição da comunidade e dos visitantes.

Em 2013, para assinalar o 80º aniversário de Louzã Henriques, nascido em 1933, a editora Lápis de Memórias publicou um livro sobre a vida e a obra pública do médico, poeta e intelectual comunista, intitulado “Manuel Louzã Henriques – Algures Com Meu(s) Irmão(s)”, concebido pelas investigadoras Manuela Cruzeiro e Teresa Carreiro e com testemunhos de diversos amigos, incluindo dois colaboradores deste jornal, João Poiares da Silva e Casimiro Simões, atual presidente e vice-presidente da assembleia geral da Cooperativa Trevim, respetivamente.

Leia a notícia completa na edição impressa do Trevim N.º1410