Carlos Carvalho, um dos sobrinhos de Jorge Carvalho, afirmou segunda-feira, no Tribunal Judicial da Lousã, que o tio já não dava "ordens" na fábrica das Alcatifas, a partir de 81, altura em que lhe terá sido diagnosticada a "doença".
"A partir de 1981, ele já não dava ordens na empresa no sentido de dirigir alguma coisa. Posso trazer aqui meia dúzia ou uma dúzia de trabalhadores da fábrica que o podem comprovar", referiu Carlos Carvalho, esta segunda-feira, dia 23, em mais uma sessão de julgamento que pretende comprovar a inabilitação de Jorge Carvalho para gerir o seu património e, na sequência, oferecer 160 jipes aos trabalhadores das Alcatifas da Lousã, como era seu desejo.
Carlos Carvalho, que foi gerente da empresa a partir de 95, referiu, também, que, antes daquela data, "não havia ninguém, nem depois passou a haver, quem percebesse melhor o que se passava na fábrica em termos de produção do que ele". O processo de aposentação de Jorge Carvalho foi tratado por Carlos Carvalho, que demonstrou, com base em documentação, que o tio foi reformado por invalidez e que a verificação de incapacidade teria decorrido em Miranda do Corvo, a 27/09/96.
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