Tem musicado e dado voz a poemas de lousanenses como é o caso de António Victor, Lucinda Ventura, Carlos Carranca e Filomena Martins. As canções têm sido publicadas no Facebook e no YouTube e somam milhares de visualizações. A solo ou integrado no ‘Trio Serrano’, Carlos Ramalheiro tem canções para dar e vender. O Trevim dá a conhecer este músico que não gosta de fazer muitas ondas, mas que assume o papel de trovador da cultura lousanense.
Nasceu na Favariça, em 1948. Apesar de o pai o obrigar a trabalhar logo aos 11 anos, a infância foi “um período feliz”. “Ele só queria o meu bem”, reforça, lembrando também a professora Maria Alzira que, na Escola do Regueiro, o ensinou a ler, a escrever e a contar, de 1954 a 1958.
“Acarretei molhos de mato e trabalhei na agricultura com o meu pai”, para depois se tornar serralheiro. Nos Carpinteiros Reunidos, foi aprendiz de escriturário às ordens de Valdemar Ferreira, no Casal do Espírito Santo.
Veio então a vida militar, mas não foi combater para o Ultramar. “Em 1970, estive mobilizado para ir para Moçambique, mas o Rogério Martins, de Vilarinho, foi falar com o capitão”, recorda, sublinhando que o amigo foi o seu “anjo da guarda”. Carlos Ramalheiro tinha jeito para a carpintaria e, por isso, “o capitão engraçou comigo”.
Leia a notícia completa na edição n.º 1594 do Trevim.
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