Um neto de Hermínio Martins, num estudo sobre o tarrafalista, enaltece o trabalho desenvolvido pelo nosso jornal, desde 1996, para reconstituir os percursos dos quatro lousanenses envolvidos na Revolta dos Marinheiros de 1936.
“O Trevim teve um papel importante na recuperação pública desta história”, afirma Carlos Martins Freitas, residente em Almada, membro da Comissão Memória e Tributo (CMT), que vai assinalar os 90 anos da Revolta dos Marinheiros, na Lousã, no dia 12.
Na pesquisa, o descendente de Hermínio cita duas reportagens, da autoria do jornalista Casimiro Simões: “O filho do ferreiro das Carvalhas” e “Hermínio Martins enviou 20 escudos ao Lousanense”, aqui publicadas em 7 de setembro e 5 de outubro de 2000, respetivamente.
Entretanto, tanto ele como Casimiro Serra, sobrinho de Ismael Fernandes, que morreu na sublevação contra Salazar, em 8 de setembro de 1936, disponibilizaram fotos antigas que contribuem para aprofundar a história dos seus familiares e companheiros Adelino Mendes e Jorge Antunes dos Santos.
No dia 12, numa parceria da CMT com a Câmara da Lousã e a Cooperativa Trevim, os quatro militares são homenageados com um programa que inclui uma conferência pelo historiador João Esteves, às 15:00, no auditório da Biblioteca Municipal.
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