Três assinantes do Trevim, Teresa Erse, Pedro Curvelo e Conceição Loureiro, enaltecem nesta edição comemorativa o papel do nosso jornal desde 1967, deixando incentivos para o futuro e a meta dos 60 anos, a celebrar em 2027.
“O Trevim sempre fez parte da minha vida, uma vez que os meus pais eram assinantes desde a primeira hora e nós cá em casa também, desde que casámos, em 1981”, afirmou Teresa Erse.
Na sua opinião, o jornal fundado há 59 anos, tendo Pedro Júlio Malta como primeiro diretor, “é um veículo importante de opiniões e notícias da nossa terra, despertador de consciências, companheiro de serões e mote de conversas”.
“Também fizemos a nossa filha assinante e, em mais de década e meia que morou nos Países Baixos, França e Islândia, sempre o Trevim foi portador das melhores e das piores notícias e a mantiveram a par dos acontecimentos da Lousã”, acrescentou.
Filha dos comerciantes Lúcia e Ataíde Erse, já falecidos, Teresa Erse faz parte da direção da Associação de Antigos Alunos da Secção da Brotero à Secundária da Lousã.
Pedro Curvelo, por sua vez, recordou que o Trevim “surgiu do sonho de sete jovens fundadores que conheciam o concelho como ninguém e hoje representa a voz e o sentimento de uma Lousã que se faz ouvir em todos os cantos do mundo”.
“Os lousanenses sempre se interessaram por informação e debate e, com a colaboração de muitos, o Trevim conseguiu, nestes 59 anos, tornar-se a voz que todos desejavam escutar”, declarou.
O antigo atleta olímpico, que jogou também futebol no Lousanense, além de ter sido internacional do Rugby Club da Lousã, destacou o trabalho do jornal a acompanhar estas e outras modalidades, sem esquecer a atividade política do próprio no tempo em que foi vereador do PSD.
“Atualmente, temos uma ampla gama de informações e discussões sobre a Lousã, em diversas áreas, que ajudam no nosso desenvolvimento”, salientou Pedro Curvelo.
Também Conceição Loureiro considerou que, em 2026, a publicação “reafirma a sua relevância fundamental na Lousã”, tendo ainda saudado “todos aqueles que contribuíram, desinteressadamente, para que o Trevim chegasse até aqui”.
A professora reformada, que já esteve na Assembleia Municipal, eleita pela CDU, aplaudiu “uma informação verdadeira e inclusiva, pilar indispensável para uma Lousã renovada, sendo vital que o Trevim mantenha viva essa voz”.
“Num tempo em que a tendência humana é a de acreditar que tudo o que se publica é verdadeiro, será de crucial importância que um jornal desta índole faça uma investigação e triagem da informação baseada na realidade e na lealdade para com os leitores”, defendeu.
O Trevim foi fundado por um grupo de jovens capitaneado por Pedro Malta, reunindo ainda António Neves Ribeiro, Fortunato Sequeira Almeida, João Poiares da Silva, José Fernandes Redondo, José Luís Duarte e Rui Cunha Fernandes.
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