A precipitação que se tem verificado na bacia hidrográfica do Rio Mondego, bem como nas sub-bacias dos seus principais afluentes, nomeadamente os rios Ceira, Alva e Arunca, originou um aumento significativo dos níveis hidrométricos e dos caudais destes cursos de água.
Mantendo-se a situação atual, e de acordo com a previsão meteorológica para a Bacia do Mondego, e afluentes Ceira, Alva e Arunca, prevê-se que os caudais lançados mantenham elevados nas próximas horas/dias, podendo afetar zonas historicamente vulneráveis dos concelhos de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho.
Efeitos observados
Não se registam, até ao momento, ocorrências relevantes, mantendo-se, contudo, uma situação de vigilância reforçada, em particular nos Rios Mondego, Ceira e do Arunca.
Efeitos expectáveis
A situação meteorológica atual, baseada nas previsões disponíveis, pode originar:
– A ocorrência de inundações em zonas urbanas e ribeirinhas, sobretudo em áreas historicamente vulneráveis ao longo do Rio Mondego e dos seus afluentes Ceira, Alva e Arunca, causadas pela acumulação de águas pluviais e eventual obstrução dos sistemas de drenagem;
– A ocorrência de cheias rápidas nos rios Ceira e Arunca.
– Cheias progressivas no leito do Rio Mondego, com possível transbordo em zonas baixas;
– Instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros), motivados pela infiltração da água no solo;
– O arrastamento de objetos soltos para as vias rodoviárias ou o desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas;
– Piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água.
– É expectável, nas próximas horas, a manutenção de caudais elevados no Rio Mondego e nos rios Ceira, Alva e Arunca.
Medidas preventivas
Face ao quadro meteorológico previsto e à manutenção de caudais elevados, recomenda-se à população:
– A retirada, das zonas confinantes ao Rio Mondego, Ceira, Alva e Arunca, normalmente inundáveis, de equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens, colocando-os em locais seguros;
– A salvaguarda dos animais, retirando-os de zonas suscetíveis a inundação;
– Não atravessar, a pé ou com viaturas, estradas, linhas de água ou zonas submersas;
– Evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, historicamente sujeitos a cheias rápidas.
Informação: Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil
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