A 2º edição do workshop de Suporte Básico de Vida, organizado pela Activar – Associação de Cooperação da Lousã em parceria com o Corpo de Bombeiros Municipais da Lousã, reuniu mais de 50 pessoas, no pavilhão dos Bombeiros Municipais da Lousã.

O evento, cuja primeira edição decorreu em dezembro de 2017 com 40 participantes, foi aberto a maiores de 12 anos. Começou com uma introdução teórica, seguida da componente prática com simulação em manequim.

Ainda que as inscrições já estivessem terminadas, o número de pessoas presentes na iniciativa excedeu o esperado e tiveram de ser improvisados mais lugares sentados.

Terminada a apresentação do conteúdo teórico, os participantes foram divididos em seis estações, consoante a sua faixa etária, para aplicar na prática os conhecimentos adquiridos.

A iniciativa voltou a reunir a comunidade com o objetivo de sensibilizar várias empresas, escolas, autarquias e meios de comunicação social para a necessidade de treino de técnicas de Suporte Básico de Vida (SBV), como medida de saúde pública e de cidadania.

Primeiros socorros salvam vidas

Nas vítimas de paragem cardíaca, o cérebro só consegue sobreviver cerca de três minutos sem oxigénio e este primeiro socorro é, para Jorge Catorze, enfermeiro e formador no workshop, “tão importante como depois toda a parte que vem a seguir relativamente ao tratamento médico”. Nuno Girão, adjunto do comando dos Bombeiros Municipais da Lousã, reforça que “quanto mais precoce for o pedido de ajuda maiores serão as hipóteses de sobrevivência da vítima”.

Segundo Daniela Venâncio, da Activar, este tipo de eventos são indispensáveis tanto para quem nunca fez formação como para quem já a fez e pretende reciclar conhecimentos uma vez que “muitas vezes as pessoas até sabem a parte teórica mas depois, perante uma situação real de stress e até de insegurança têm dificuldade em reagir”. Uma situação de paragem cardiorrespiratória pode ocorrer a “qualquer altura da nossa vida, dentro de casa, na rua, no trânsito, e portanto é uma questão crítica conseguirmos ter maior percentagem da população capacitada para atuar”, explicou.