Os tempos que atualmente vivemos tem sido tempos difíceis quer a nível das pessoas quer a nível das organizações.

São tempos de incerteza que mostram como é frágil a natureza humana, mas que também nos momentos chave sabemos ser solidários, criativos e empenhados. Deu para nos apercebermos que nem sempre controlamos as coisas como pretendemos e que muitas vezes no fundo a nossa riqueza está não no que se tem mas naquilo que que é menos tangível: no nosso conhecimento, nos nossos valores, na nossa determinação e na nossa solidariedade.

Toda a imprensa e particularmente a imprensa local, tal como o nosso jornal Trevim, não pôde ficar imune aos efeitos desta pandemia.

Como sempre fizemos, mantivemos aquilo que como jornal local é para nós essencial: a nossa determinação em sermos um jornal isento e credível, determinado, virado para as pessoas, em especial os lousanenses, atento aos seus problemas e dando voz aos seus anseios e preocupações, mesmo nestes momentos difíceis.

Como já se devem ter apercebido, nas últimas edições do nosso jornal ele “perdeu” páginas. Isto deve-se não só ao facto da pandemia ter tido um efeito paralisante em toda a nossa sociedade, como no comércio, na indústria e nas instituições mas também pelos vários condicionamentos que causou ao Trevim quer na captação de notícias quer no acesso às fontes de informação. À semelhança de outras entidades também as colaboradoras deste quinzenário estão já desde o final do mês de março em teletrabalho como medida de segurança.

Por sua vez, também as empresas que normalmente nos dão publicidade, estiveram desta vez menos recetivas, o que é facilmente compreensível.

Achamo-nos pois na obrigação de darmos esta explicação aos nossos leitores.

Esperamos continuar a ser merecedores da sua compreensão, e manter e se possível aumentar o nosso número de assinantes. Também um agradecimento às empresas nossas colaboradoras na publicidade, esperando de uns e de outros a melhor colaboração para este jornal que é de todos nós e de todos os lousanenses.

 

José Manuel Sequeira, diretor adjunto do Trevim