A participação do piloto Trialmotor, da Lousã, nos “Seis Dias de Trial da Escócia”, o Dakar do Trial e a mais antiga do motociclismo mundial, está a correr dentro da normalidade. Tratando-se de uma prova eletrizante e exigente, percorridos por dia mais de 170 quilómetros e 30 zonas de obstáculos, Filipe Paiva está focado em sair da Escócia com o selo de melhor português de sempre.
“A competição está a decorrer dentro dos parâmetros estabelecidos, ou seja, dentro das condições e limitações definidas desde o início. Apesar da dureza, temos conseguido manter os índices de exigência longe de eventuais quedas”, sublinhou o piloto da Lousã.
Filipe Paiva destacou que a prova “é extremamente difícil e, comparado com os 111 quilómetros que corri recentemente, descalço, é como uma tira de uma entremeada, enquanto esta competição é como um porco inteiro, o que traduz na perfeição das dificuldades que vivenciamos todos os dias”.
“Com cerca de 8 horas diárias de prova por locais onde não há estradas nem carreiros, “mergulhamos” em verdadeiros pântanos em que nos enterramos, em que assisti várias motos literalmente engolidas, em que de fora apenas o guiador. Neste tipo de provas é de capital importância manter os índices de confiança porque, a partir do momento que se progride, fica-se no meio de um trial “non stop”, sempre em andamento contínuo, cujo segredo passa por observar o terreno e, de certa forma, “adivinhar” as trajetórias, mas de enorme dificuldade. É necessário dar uma resposta mais precisa e contextualizada para atingir os objetivos”, acrescentou.
Filipe Paiva confidenciou que a competição “privilegia em demasia a subida de ribeiros, embora o maior obstáculo sejam as pedras que se apresentam muito escorregadias – ainda não caí de moto mas já caí a pé –, com o embaraço de carregar uma mochila com cerca de 20 quilos onde transporto um arsenal de ferramentas, em que estou a equacionar aliviar a carga para responder cabalmente a percursos com cerca de 150 quilómetros diários por entre montanhas a perder de vista”.
Em termos de resultados, Filipe Paiva tem conseguido “levar a carta a bom poeto”, ou seja, “tentar melhorar a classificação de melhor português nesta prova, mas até ao lavar dos cestos é vindima, pelo que só no final poderei fazer as contas reais”.
Para amanhã, sexta-feira, Filipe Paiva terá pela frente a maior etapa da competição, em que o tempo, excecional, joga a favor do piloto da Trialmotor, da Lousã: “Apesar de fazer muito frio, o sol acaba por aquecer a “alma” e mantermo-nos ativos com o aparecimento dos obstáculos, ou não fosse este o trial mais duro do mundo”.
Informação: Trialmotor
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