Com o lema ‘Deseucaliptar, Descarbonizar, Democratizar’, a Rede Emergência Florestal / Floresta do Futuro convocou um protesto para o próximo sábado, dia 20 de setembro que, na Lousã, terá início às 14:30, no Lagar Mirita Sales e termina no jardim dos Paços do Concelho, com uma assembleia popular às 16:00.
Além da Lousã vão também ser realizados protestos em Águeda, Arganil, Aveiro, Braga, Coimbra, Leiria, Lisboa, Odemira, Oliveira do Hospital, Pedrógão Grande, Porto, Proença-a-Nova, São Pedro do Sul, Sertã, “opondo-se à reiterada demissão do poder público em relação à floresta e aos incêndios florestais que há muito deixou de ser incompetência para não ser mais do que a prática reiterada de permitir a destruição e desertificação do país, começando no mundo rural”, lê-se em comunicado enviado ao Trevim.
Novidade será a presença no protesto lousanense de Juan Pedro Sánchez, presidente da Plataforma Ulloa Viva, que está há dois anos a liderar os protestos contra a instalação da fábrica da Altri em Palas de Rei, na Galiza.
A mesma fonte avança que este ano já terá ardido “mais de 3% do território nacional”. “Há menos de uma década, em 2017, arderam 5% do território. Nos últimos 35 anos, metade do país já ardeu e várias áreas arderam duas ou três vezes nesse período”, reiteram.
Na opinião do grupo de cidadãos ‘Lousã – Floresta do Futuro’, tal aconteceu perante “governos, empresas e até alguns académicos que olham para esta realidade encolhendo os ombros, como se fossem factos aceitáveis e inevitáveis aos quais a sociedade apenas se pode resignar”.
Neste sentido, o protesto organiza-se em três vertentes: “a deseucaliptização do país, que com perto de um milhão de hectares está tomado por uma espécie pirófita e invasora que se expande a cada fogo; a descarbonização, que é a única maneira de travar a subida vertiginosa das temperaturas que aumenta e agrava os fogos e ondas de calor e a democratização, vetor essencial nas soluções de que precisamos, rejeitando as opções industriais e de (sub)desenvolvimento que foram impostas ao país e ao mundo rural, sem consulta e tanta vezes contra a vontade expressa das populações”.
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