A Associação Empresarial Serra da Lousã manifestou “a sua profunda preocupação perante os danos devastadores causados pelos incêndios de agosto”, que atingiram “de forma dramática concelhos do interior” como a Lousã, Arganil, Pampilhosa da Serra, Oliveira do Hospital e Góis.
Em comunicado de imprensa, a AESL exige “uma resposta urgente e estruturada por parte do Governo” face às “graves consequências” a nível ambiental, social e económico. Os empresários esperam do Conselho de Ministros, que reúne hoje em Viseu, “medidas reforçadas para salvar empresas e populações afetadas pelos incêndios”, lê-se na mesma nota.
A associação defende apoios robustos às empresas, com linhas de tesouraria e financiamento específicas, o acionamento imediato do lay-off simplificado, “permitindo que empresas em crise possam salvaguardar postos de trabalho enquanto reconstroem a sua atividade”, assim como a prorrogação e flexibilização dos prazos de pagamento de impostos e contribuições, “aliviando a pressão imediata sobre famílias e negócios”.
Apoio à recuperação das perdas sofridas pelas populações e agentes locais, “assegurando condições dignas de vida e a reposição da normalidade” e um “programa consistente de recuperação florestal, que não só reponha a biodiversidade como garanta maior resiliência do território no futuro” são outras exigências apresentadas.
A AESL considera ainda “essencial a criação de uma linha de apoio dedicada a um Programa de Recuperação do Tecido Empresarial, com lançamento de avisos de candidatura num futuro muito próximo”, num processo que “deverá envolver os agentes locais na definição das linhas de apoio, de forma a assegurar que as medidas respondem às necessidades no terreno”.
Para o presidente da direção da AESL, Carlos Alves, “sem apoios claros e imediatos, a reconstrução ficará incompleta e muitas comunidades correm o risco de perder a sua base económica”.
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