A Associação de Recuperação do Talasnal exige a reposição do abastecimento de água no tanque da aldeia que, segundo a entidade, permanece interrompido desde 28 de janeiro de 2026, tendo já motivado dois contactos formais com a Câmara da Lousã e com a APIN.
Segundo o presidente da direção, Dinis Cascão, o abastecimento de água ao Talasnal é atualmente servido por um furo, solução que terá sido apresentada pela Câmara “para complementar a captação de água existente que vem da ribeira a jusante da aldeia do Chiqueiro, de forma canalizada”, explica
“Acontece que com a referida destruição da respetiva canalização e consequentemente com o corte de água da captação original, estamos no Verão e o furo não irá suprir as necessidades da aldeia”.
Numa resposta escrita, a empresa intermunicipal informa que, de acordo com o contrato de gestão delegada com os municípios, “está incumbida da gestão das redes públicas de distribuição de água” e que o “o equipamento a que se reporta não é abastecido pela rede pública”.
Sem soluções, a associação rejeita continuar a aceitar a justificação inicialmente associada aos efeitos da tempestade Kristin, que, na sua opinião, “deixa de fazer sentido” passados cinco meses do mau tempo.
A aldeia “continua com um incremento grande de turismo, e os comentários por parte dos turistas, sobre esta situação não são nada abonatórios”.
Dinis Cascão alerta ainda para o período de verão e para o risco acrescido de incêndios, referindo que a falta de água na aldeia constitui uma preocupação de segurança para os proprietários.Segundo a denúncia, as nove bocas de incêndio existentes no Talasnal “nunca tiveram água”, o que, no entendimento da associação, agrava a vulnerabilidade em caso de emergência.


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