José da Costa Brites
Vivendo já há vários anos na Lousã, tenho tido o privilégio de colaborar com o
“Trevim” em diversas áreas, sendo agora uma boa altura para regressar a estas páginas.
O tema, como está em título, será o da vida depois da morte, ou do fantástico universo de muitas histórias contadas no relato emocionado de conversas de todos os dias, em que uns acreditam e em que outros duvidam, pelas razões que só eles conhecem…
A cultura da sucessão das vidas é para mim de grande familiaridade, pois vivi em Leiria, terra onde o tema é importantíssimo e onde a minha própria família a ele se dedica já há várias gerações.
Depois de ter feito muitos desenhos e de ter pintado muitos quadros, há cerca de 20 anos que me dedico exclusivamente ao conhecidíssimo tema da reincarnação que a todos envolve, que tem uma divulgação imensa, e que relata conhecimentos de grandes escolas de prestígio internacional.
O caso da conhecidíssima Universidade de Virgínia, na cidade americana do mesmo nome, onde em 1967 o prestigiadíssimo professor Dr. Ian Stevenson, há mais de cinquenta anos, realizou numerosos estudos dedicados à investigação dos paradigmas científicos da consciência humana.
Está ao alcance de qualquer de nós, muitos anos depois de efetuados tais estudos, ter uma ideia bastante desenvolvida a seu respeito e de todos os respetivos protagonistas, consultando o bem documentado endereço na net: https://med.virginia.edu/perceptual-studies/
Tem-se alargado na comunicação, já desde há muito tempo, um género de fenómenos vastamente divulgados, a que se chama “experiências de quase morte” que, por serem conhecidos internacionalmente são tratados pelas iniciais “eqm” ou “nde”, esta segunda designação de origem inglesa.
Derivam dum fenómeno frequentíssimo da morte e regresso à vida, devido à facilidade que existe na “ressuscitação” por técnicas modernas, desde a invenção dos conhecidos aparelhos chamados desfibriladores. O regresso à vida por tais processos acontece neste mundo aos milhares por dia, devido à abundância em espaços públicos desses já bem conhecidos aparelhos. Alguém morre algures, e lá aparece, se houver por perto, um desses aparelhos de “ressuscitação” que, muitas vezes produz o efeito desejado. As pessoas ressuscitadas, estiveram “no outro lado” durante um pedaço, abundando atualmente – por esse mundo além – milhentas histórias vividas pelas pessoas “nesse outro lado”!…
Há gente que não se lembra de nada, há outros com pouco para dizer, mas há uma grande quantidade de ressuscitados que se lembra de muita coisa!… Histórias que têm corrido mundo das mais diversas maneiras e com as quais já se encheram muitas páginas e se construíram muitas histórias formidáveis!…
Tenho lido e pesquisado muitíssimas dessas histórias. Vamos acreditar nelas, por terem sido contadas por pessoas como nós? Ou vamos continuar a acreditar em nada?
À hora que escrevo, já passa das seis e meia.
Vou deixar para a próxima crónica para dizer exatamente aquilo que penso. Não vale a pena ter pressa!…
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